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JORNALISMO | 21/08/2019 « Voltar

Em coletiva de imprensa, Secretaria de Saúde confirma morte de criança de três anos por meningite em Muriaé




Em coletiva de imprensa, Secretaria de Saúde confirma morte de criança de três anos por meningite em Muriaé



O Secretário de Saúde do Município, Paulo César Oliveira, acompanhado do secretário Adjunto, Wescley Souza e do médico infectologista responsável pelo departamento de epidemiologia, Daniel Licy convocaram a imprensa para esclarecer um assunto que repercutiu na cidade nos últimos dias; a morte de uma criança de três anos por meningite em Muriaé.

O infectologista explicou que a meningite adquirida pela criança é a Haemophilus influenza e que segundo ele, não nenhuma possibilidade de surto da doença em Muriaé, diferente do que ocorreu em 2006 quando foram registrados dezenas de casos da meningite  meningocócica, bem diferente da que tirou a vida desta  criança.

Ainda de acordo com Dr. Daniel, todas as medidas que o ministério da saúde recomenda que sejam tomadas foram feitas, como a imunização das pessoas que tiveram contato íntimo com a criança nos últimos dias que de acordo com o Ministério da saúde são pessoas que conviveram com a criança pelo menos quatro horas por dia em cinco dias da semana.

Outra medida adotada pela secretaria foi reunir com pais e professores da escola onde a criança estudava e sanar todas as dúvidas sobre a doença.

“Do ponto de vista técnico, não há possibilidade de surto da doença em Muriaé, esse foi um caso isolado, mesmo assim, estamos tomando todas as medidas necessárias para garantir sua extinção no município”. Afirmou o infectologista.

 

Confira a nota de esclarecimento divulgada pela Prefeitura

A Prefeitura de Muriaé, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), lamenta a morte de uma menina de 3 anos, que faleceu na manhã desta quarta-feira (21), no Hospital São Paulo, devido à meningite. Segundo o infectologista do Setor de Epidemiologia da SMS, Daniel Licy, este é um caso extremamente raro e que ações de profilaxia estão sendo realizadas desde a manhã desta quarta-feira em uma escola particular onde a criança frequentava.

 

A menina foi internada na terça-feira (20) no HSP. Exames laboratoriais comprovaram a causa do óbito como sendo meningite por haemófilos influenza, uma infecção bacteriana aguda das meninges. Familiares, pessoas íntimas, profissionais da educação e de saúde e alunos que tiveram contato com a menina vão receber quimioprofilaxia por rifampicina, procedimento indicado para os contactantes íntimos expostos até sete dias do início dos sintomas.

 

A Secretaria de Saúde também solicitou à escola que garanta informações sobre o estado vacinal das pessoas que tiveram contato com a menina, para fazerem parte das ações da SMS e saber a necessidade de imunizações.

 

A Secretaria Municipal de Saúde informa que não há motivo para pânico e reforça que este é um caso isolado e raro. Mais uma vez, a Prefeitura lamenta o falecimento da criança e transmite a seus familiares os sinceros sentimentos de pesar.

 

 

 

MENINGITE : SINTOMAS, TRATAMENTOS E CAUSAS

 

Tipos de meningite e suas diferenças

A doença pode ser causada por diferentes agentes — os mais comuns são vírus e alguns tipos de bactérias.
 
Meningite viral
A principal forma de transmissão é pelas vias respiratórias e os sintomas costumam se assemelhar aos de gripes e resfriados. É comum o paciente sentir dores de cabeça, inapetência e febre.
Como a pressão intracraniana aumenta muito, também fica mais difícil encostar o queixo no peito. Essa rigidez da nuca é uma característica marcante da doença. O quadro das meningites virais é um pouco mais leve.
 
Meningite bacteriana
As meningites bacterianas são bem mais graves e precisam de tratamento imediato.
Os principais causadores dessa doença são os meningococos, pneumococos e hemófilos. Todos esses microrganismos são transmitidas pelas vias respiratórias.
No início, os sintomas podem ser parecidos com os da meningite viral, mas, em pouco tempo, o paciente pode apresentar também vômitos fortes em forma de jato e, algumas vezes, manchas vermelhas pelo corpo. Nos bebês, a moleira fica mais elevada.
Formas de contaminação da meningite
Tanto as meningites virais quanto as bacterianas têm um fator em comum: a transmissão se dá pelas vias respiratórias.
 
Por isso, em tempos de epidemia — ou se tiver convívio com pacientes ou pessoas com suspeita de meningite — tenha cuidado redobrado com a higiene.
As principais formas de ser contaminado são:
 
Partilhar objetos e alimentos
Em épocas de epidemias, evite esse compartilhamento com qualquer pessoa. Dê preferência a pratos, copos e talheres descartáveis quando for comer fora de casa.
Se for dividir refeições com outras pessoas, reparta a porção e sirva em pratos e copos diferentes para cada um.
 
Tosse, espirro ou saliva
Quando espirrar ou tossir, cubra a boca com a parte de dentro do cotovelo.
Dessa forma, além de evitar que a saliva vá diretamente sobre as pessoas, você também evita que a saliva que estiver na sua mão contamine outros objetos, como corrimãos ou maçanetas.
E lave bem as mãos — sempre!
Contato com as fezes do indivíduo contaminado
Evite usar banheiros públicos.
Além disso, antes de sair do banheiro, lave sempre bem as mãos.
Sempre que possível, faça uso de álcool em gel — principalmente antes das refeições.
 
Contatos próximos
Contatos íntimos, como beijos, também podem transmitir a meningite, especialmente se a pessoa apresenta algum dos sintomas que listamos no início deste texto.
Tratamentos e prevenção da meningite
Quando se trata de uma meningite viral, o tratamento é o repouso — para que o organismo possa lidar com a infecção.
Já no caso das meningites bacterianas, o tratamento é feito no hospital. O paciente recebe antibióticos na veia, pois eles têm um poder de ação maior.
Além disso, é um tratamento que deve ser iniciado o quanto antes, pois a doença pode deixar sequelas como surdez e comprometimento cerebral.
A boa notícia é que há uma forma de prevenção muito eficiente às meningites bacterianas: a vacina.
A imunização contra a meningite causada por hemófilos já faz parte do calendário de vacinação do Ministério da Saúde.
Ela deve ser dada em bebês com dois, quatro e seis meses de vida. Depois, há também as doses de reforço.


Fonte : Rádio Muriaé/Site Dr. Consulta




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