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JORNALISMO | 14/10/2015 « Voltar

Corpo de Bombeiros fala sobre o perigo dos afogamentos nesta época do ano

Corpo de Bombeiros fala sobre o perigo dos afogamentos nesta época do ano
Tenente Da Silva, Sgt Cleiton e Cb Bastos participaram nesta quarta (14) no programa Evil Mendonça





Nesta época do ano as temperaturas aumentam, o calor chega forte e uma triste tradição se mostra sempre atual por todo o país. Os afogamentos. Centenas de pessoas, de todas as idades, perdem a vida nas águas do mar e de rios, lagos e cachoeiras.

Em Minas Gerais, segundo o Corpo de Bombeiros, só no feriado de Nossa Senhora Aparecida, sete pessoas morreram afogadas. No ano, de 1º de janeiro até esta terça-feira (13), já foram 273 mortes por afogamento - 252 homens e 21 mulheres.

Na região de Muriaé, dos casos foram registrados em um intervalo de aproximadamente 24 horas nesta semana. Na segunda-feira (12), Dia das Crianças, um garoto de 9 anos se afogou quando se banhava com o pai e o irmão, de 11 anos, no Rio Glória  em Bicuíba, no município de São Francisco do Glória.

Já na tarde desta terça (13), um adolescente de 14 anos morreu após desaparecer nas águas do Rio Fumaça, em Rosário da Limeira. Ele nadava no local com amigo de 12 anos e, conforme informações extraoficiais, sem conhecimento dos pais.

E para falar sobre o assunto, a Rádio Muriaé recebeu em seus estúdios, nesta quarta-feira (14), durante o programa “Evil Mendonça”, o comandante do 2º Pelotão do Corpo de Bombeiros, instalado no bairro da Gávea, tenente Evandro da Silva, que estava acompanhado dos militares, sargento Kleiton e cabo Bastos.

Destacando os perigos para quem busca lazer e diversão em locais com rios e cachoeiras, por exemplo, o tenente recomendou que o melhor é evitar nadar e se banhar nesse tipo de lugar, especialmente, para quem não domina a técnica de natação: “Os riscos são grandes, pois são locais onde não se tem o domínio da situação e há muitos fatores que podem levar a um afogamento, como correnteza e remanso. Por isso, orientamos que as pessoas evitem entrar na água nesse tipo de local, principalmente crianças e adolescentes. E caso for nadar, que tenha todo o cuidado nunca vá sozinho ou com apenas uma acompanhante”, disse o oficial.

Sargento Kleiton reforçou o alerta, enfatizando que até mesmo quem sabe nadar corre riscos e que são muitas as possibilidades de armadilhas debaixo d’água: “Saber nadar não é o mesmo que saber não se afogar. Falando especificamente no caso de rios e cachoeiras, geralmente trata-se de uma água mais escura, onde não é possível ver o fundo, e o cenário pode mudar de um dia para o outro, podendo surgir algum elemento surpresa. Um exemplo seria uma raiz de árvore submersa, que o banhista sabe que está ali, por já conhecer o lugar, mas que pode estar com um galho agarrado a ela e acabar prendendo essa pessoa embaixo d’água”, explicou..

Outro perigo citado pode estar nas pedras: “O lodo que se forma sobre as pedras também é traiçoeiro. É comum na estiagem o nível dos rios baixarem, expondo as pedras. A pessoa vai ao local ou passa por ali e anda nas rochas. Mas alguns dias depois, pode chover e a água volta a cobrir as pedras. A pessoa então vai passar pela água, já que sabe onde está a rocha, mas se já houver lodo ela pode escorregar e cair ou até mesmo, ficar com um pé preso entre duas pedras”, explicou o sargento.

Dois tipos de afogamento

As vítimas de afogamento podem morrer de duas maneiras: com ou sem aspiração de água. O “afogamento branco” ocorre quando a pessoa sofre uma parada cardiorrespiratória ou AVC antes da água chegar aos pulmões. Nessa caso a vítima fica pálida.

Já o “afogamento azul” se dá quando a pessoa aspira água, ficando com a coloração da pele azulada.

Prevenção

Algumas medidas simples podem salvar vidas em caso de afogamento. Em rios e cachoeiras, basta levar uma corda fina de ao menos 10 ou 15 metros e uma câmara de ar, e assim, caso seja preciso, você poderá tirar alguém da água facilmente. Outra opção é pegar um galho de árvore no próprio local ou um bambu e deixar na margem. Isso vale também para qualquer objeto que flutue e possa ser lançado para uma eventual vítima de afogamento.

Em locais de águas turvas, onde não é possível enxergar o fundo, uma pessoa mais alta ou que domine bem a técnica de natação deve fazer uma varredura, passando os pés no fundo, verificando se há raízes ou qualquer outra coisa em que os banhistas possam ficar presos.

Os bombeiros alertam que em caso de afogamento, o resgate direto, em contato pessoal com a vítima, só deve ser feito por alguém treinado para tal, caso contrário o risco de afogamento duplo é muito grande.

A pessoa que está se afogando tem um instinto natural de se agarrar no que puder para manter a cabeça fora da água, e com isso, a tendência é que ela empurre para baixo aquele que tentar salvá-la, na ânsia de se livrar. E é justamente assim que em muitos casos acabam morrendo, tanto a vítima quanto quem pula na água para socorrê-la. O que se deve fazer é alcançá-la da margem, com uma corda, galho, ou com um cordão humano.

Primeiros socorros

Caso a pessoa tenha se afogado e sido resgatada sem batimento cardíaco e pálida - o que indica que não há água nos pulmões - deve ser aplicada massagem cardíaca, cruzando as mãos em seu peito, fazendo cinco ciclos de 30 flexões, e verificando se voltou a respirar.

Já no caso de afogamento com presença de água nos pulmões, quando a pessoas apresenta a pele azulada, o procedimento não deve ser feito, uma vez que, vis de regra, o coração aumenta de tamanho por conta da água na corrente sanguínea e pode se romper devido à pressão da massagem ou da própria água.

Em ambos os casos, a recomendação, se houver meios, é levar a vítima o mais rápido possível para atendimento médico e acionar o socorro durante o trajeto - 192 SAMU e 193 Corpo de Bombeiros.

 



Fonte : Rádio Muriaé




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